domingo, 28 de julho de 2013

A primeira aula com um Game

Olá queridos amigos pedagamers. É, o termo é estranho, mas foi o neologismo do qual me apropriei para fazer referência a um pedagogo que tem interesse em usar os games para inovar em seu ambiente de construção do conhecimento.
Hoje vim trazer algumas questões acerca da utilização de games na educação.
O vídeo abaixo é um pouco antigo, mas ainda é muito válido. Trata-se de uma matéria exibida pela Globo, e que traz algumas situações inusitadas e que causaram surpresa no decorrer de sua aplicação no espaço escolar. Deem uma olhada, vale a pena.


Como eu comentei antes, meu objetivo é trazer algumas questões, e aqui abro o seguinte questionamento: você, querido amigo educador, já teve vontade de apresentar algum game como possibilidade educacional? Se já, qual foi esse game? Conte-me a respeito de seu pensamento. Se não, pare agora e pesquisa, qual jogo, qual temática, para qual série, enfim, traga para esse espaço de compartilhamento de ideias, as suas, e fique com a minha e a dos demais contribuidores.

A título de exemplo, contarei como foi minha primeira aula inspirada em um game. Durante meu período de estágio em uma escola de ensino fundamental, tive de dar uma aula de história antiga para o 5º ano. Dessa forma, enxerguei nessa aula a possibilidade de testar o método de aprendizagem pelos jogos. De forma prévia, perguntei aos alunos se eles conheciam o jogo "God of War" (Deus da Guerra). Como a turma era composta por 8 alunos, a pesquisa foi objetiva, e a resposta foi positiva, todos conheciam o game, principalmente os meninos. Alguns dele inclusive tinham o game e se empolgaram quando eu perguntei a respeito. Pedi então que os alunos pesquisassem, na internet mesmo, a história do jogo, mas que evitassem assistir vídeos, pois ele as vezes acabam pulando as partes da história. Passei isso com o intuito de familiarizar aqueles que não conheciam o jogo, a fundo, com o mesmo.

No dia da aula, dividi a turma em dois grupos, e pedi para que eles decidissem quem seria cada parte da história, ou seja, que apresentaria a história que Kratos, o humana que iria tornar-se Deus, contava e que iria contar a versão dos deuses do Olimpo.

Sem muita controvérsias, os grupos se formaram e determinaram seus temas. Com isso demos início a apresentação da história do jogo. Solicitei aos alunos, que durante a apresentação da história, os alunos anotassem os nomes de todos os elementos mitológicos e históricos fossem reconhecidos.

Em cerca de 35 minutos os dois grupos fizeram suas apresentações, cada um com a dinâmica própria de apresentação e com total liberdade, sem intervir de forma incisiva da apresentação do outro grupo.

Ao final, tínhamos uma série de anotações de elementos mitológicos e históricos, de ambos os grupos. Ao solicitar a lista de cada grupo, coloquei alguns desses pontos listados no quadro, dando preferência àqueles que pudessem me levar a tocar no ponto da construção mitológica histórica que o livro e o plano curricular da história sugeria. O livro falava muito das cidades Gregas e das dinâmicas sociais que regiam as cidades, assim, evidenciei na lista do quadro os seguintes elementos: locais históricos (Olimpo, Atenas, Esparta); personagens mitológicos (os deuses); dinâmicas sociais (reuniões, cultos e guerras). Também coloquei alguns animais mitológicos a título de curiosidade, e conforme algum aluno questionava a presença de algum elemento que estava em sua lista, mas não estava no quadro, eu acabava por avaliar a possibilidade de inserir o elemento apontado no quadro. Foi o caso do Hipogrifo, que não estava na lista, mas um dos alunos perguntou se ele não poderia ser inserido para que soubéssemos mais a respeito deste anima mitológico.

A aula se desenrolou, e falamos muito sobre a mitologia greco romana. Como dever de casa, solicitei que os alunos me trouxessem na semana que vem, uma pequeno texto com aquilo que mais gostaram da aula, e o jogo que gostariam de ver em uma outra aula, relacionada a uma outra matéria.

Essa próxima experiência, eu narro na próxima postagem.
Abraços a todos!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Saudações!

Computadores, tablets, smartphones, notebooks, enfim, todos nós hoje conhecemos os diferentes equipamentos que são capazes de nos conectar a rede (internet). Essa capacidade foi incorporada às diferentes plataformas de jogos, no caso, aos diferentes consoles de jogos e podemos citar por exemplo a Nintendo, com o Nintendo WII, ou a Sony, com o Playstation, dentre outros.

Sabe-se que hoje, a maioria dos adolescentes tem contato com um desses equipamentos, sejam os consoles, sejam as tecnologias de uso diário. E com relação as tecnologias de uso diário, existe um tipo de arquivo que esta sempre presente nelas: o jogo.

Obviamente, sabemos que os consoles sempre tiveram o propósito de oferecer jogos, de entreter, e a novidade destes é que foram sendo adaptados a realizar quase que as mesmas funções que as tecnologias de uso diário. Em contrapartida, as tecnologias de uso diário estão recebendo cada vez mais aprimoramentos, na intenção de conseguir executar os jogos que os consoles já são capazes de apresentar.

Hoje, dependendo do console, não há quase diferença entre ele e um computador, a não ser a diferença física, que pode sr facilmente contornada pela adição de um periférico (mouse, teclado, controle de jogo, etc).

Agora, o que raios esse papo tem a ver com educação e ensino?

Bem, um dos problemas hoje presentes na escola, no que tange ao uso das tecnologias de uso diário, a meu ver, é a resistência em trabalhar com os jogos. É muito cômodo para um educador, ditar as regras dentro de um ambiente de aprendizagem, seja ele com ou sem um game, porém raramente os alunos são consultados a respeito do que pensam sobre o ambiente de aprendizagem e de como eles gostariam de utilizar esse ambiente para aprender.

Olhando especificamente para os jogos, posso afirmar, de cadeirinha vivida, que um jogo, por mais simples e "imbecil" que pareça ser, exige de qualquer pessoa, uma série de habilidades que incluem funções motoras, capacidade de raciocínio (lógica), e, em alguns casos, a sociabilidade.

Nesse sentido, pretendo realizar algumas postagens que apresentem a possibilidade de construção de conhecimento, através do uso de jogos tidos como "não educativos".